Reconstrua-se!
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
No novo tempo
Apesar dos perigos
Esta música nunca fez tanto sentido como agora.
De verdade....
Voi là
posted by PARRIOT PB |
12:43 AM
Reconstrua-se!
Episódio de hojeVALEU
Sempre achei incrível como o acaso às vezes faz todo sentido. Tinham que ser.
Foi numa dessas festas que eu nem realmente pensaria que fosse aconteceu o fato mais inesperado. Não o inesperado que a gente sempre espera, mas aquele inesperado que aparece pra fazer algum sentido.
E foi assim que acabei assistindo As Horas neste dia de Natal. Lá estava minha atriz americana predileta (Julianne Moore), junto com uma das maiores atrizes (Meryl Streep) e a Nicole Kidman representante divinamente Virgínia Woolf.
Desde muito tempo a frase "Quem tem medo de Virgínia Woolf" sempre me deixou curioso e eu sempre pensava: "Acho que eu tenho". Sei lá por qual motivo, nunca li Woolf porque sempre "tive medo" dela. Acho que chegou o momento.
E está sendo um momento extremamente diferente na minha vida. Momento em que estou firme nos meus objetivos e com calma, como é o meu jeito. Sem pressa, sem pressão por um resultado porque pra mim resultado não aparece de um dia pro outro. Sou taurino e é assim que funcionam as coisas na minha cabeça.
Mas com relação ao inesperado, foi deveras surpreendente. E principalmente: bom. Porque acredito que estamos neste mundo para aprender e quem sabe não poderei finalmente perder o medo de Virgínia Woolf?
Um Feliz Natal a todos.
Texto do dia
Velas ao Som
Jean Cândido
Um sono de depois
Um cheiro de você
Desejo de que fosse eterno
O gozo, o gosto, o pouco
O corpo entregue ao som
Do beijo bom e dos copos
A fumaça, as costas
E uma gota de vento na pele
A noite pela tela da janela
Assistindo o que se tem de melhor
Teus espelhos e brilhos
A me enlouquecer.
Imagem do dia
Uma retrospectiva das melhores imagens do ano no blog, na minha opinião.

posted by PARRIOT PB |
12:04 AM
Reconstrua-se!
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Três
Marina Lima e Antonio Cicero
Um
Foi grande o meu amor
Não sei o que me deu
Quem inventou fui eu
Fiz de você meu sol
Da noite primordial
E o mundo fora nós
Se resumia a tédio e pó
Quando em você
Tudo se complicou
Dois
Se você quer amar
Não basta um só amor
Não sei como explicar
Um só sempre é demais
Pra seres como nós
Sujeitos a jogar
As fichas todas de uma vez
Sem temer naufragar
Não há lugar pra lamúrias
Essas não caem bem
Não há lugar pra calúnias
Mas por que não nos reinventar?
Três
Eu quero tudo que há
O mundo e seu amor
Não quero ter que optar
Quero poder partir
Quero poder ficar
Poder fantasiar
Sem nexo e em qualquer lugar
Com seu sexo junto ao mar.
LEIA!!!!! URGENTE!!!!!
OS RUMORES IMPRECISOS DAS CONVERSAS ALHEIAS
Thiago Picchi
Como peças de Lego (uma das manias do protagonista), as diversas histórias entreouvidas em Os rumores imprecisos das conversas alheias vão se encaixando para formar esta peça única, um romance vigoroso, instigante e renovador.
Os telefones pararam de tocar. Por um breve momento um silêncio ululante de significados imprecisos imperou em seu gabinete. No que estaria pensando? Nessas horas João desejava que existisse um "Dicionário dos Silêncios"; um livro que enumerasse as pausas misteriosas que as pessoas dão durante os diálogos. Uma obra que dispusesse os silêncios em ordem, com seus respectivos significados.
posted by PARRIOT PB |
12:04 PM
Reconstrua-se!
E ele disse: "Nunca pensei que..."
PH respondeu: "Julinho, não se iluda, todo mundo mente."
Júlio abaixou sua cabeça, puxou um ar longo e pesado, ensaiou um choro, mas não conseguiu.
A verdade da frase de seu amigo lhe deixou tão confusamente perplexo que não havia choro que pudesse explicar aquilo.
...
posted by PARRIOT PB |
11:59 AM
Reconstrua-se!
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Retrospectivas
A meu convite, a minha amiga Mariposa Apaixonada de Guadalupe (nós lhe demos este nome no ano passado) fez sua parte para o sucesso da Retrospectiva 2006.
E adoro vê-la participando aqui. É uma amiga pra toda hora e isso não se compra no açougue.
Nossa... como não é fácil pensar, repensar e recapitular.... Como sempre gosto de inovar, não queria fazer de novo uma montagem de fotos que retratassem meu ano... meus sentimentos, controversos ou não! Queria escrever... mas não sei porque me fisguei em uma foto (acho que não podia faltar uma foto... é meioq eu me descrever também!!) E o mais engraçado é que e a cada hora penso num significado pra essa foto.... "apaguem as luzes.. o show vai começar" ¿ "façam silencio... agora é hora" "mistério" "faça o seu desejo"....... e por ai vai....
Lendo o inicio de sua retrospectiva.. e.. Nossa..... a música.... "Palavras, palavras.. momentos... palavras ao vento...".me deu aquele pontapé inicial que nos ajuda a sair do travamento (que particularmente eu estava!!!)
Não reparem.. assim sou eu... vou escrevendo tudo aquilo que vem à mente ... muitas vezes fica meio confuso.. precisa de uma releitura pra assim colocar numa significação.. ou não..... Mas enfim... quem não é mal interpretado num primeiro momento?? Que jogue a primeira pedra!!!!
Esse foi um ano que me vi frágil, em todos os sentidos..... me vi seletiva.. me vi decicida.. me vi em transformação... e me vi mais satisfeita em minha pele.... assim... mais do que todos esses 25 anos passados.... acho.. engraçado.. e ao mesmo tempo sei lá... confusa.
Tomar decisões não é nada fácil.. abrir mão ... perder pra poder ganhar... OOHH Coisa difícil que se chama vida!!!! Mas como são gostosos aqueles momentos que os amigos ligam desesperados querendo contar pra você aquela coisinha que aos olhos de qualquer outra é boba.. mas que você sabe a importância deles; Que dizer não, um basta ou a verdade pra um amigo às vezes pode custar a sua amizade.... Redescobrir amigos, redescobrir a pessoa amada... Oh!! saudades de você!
E por fim.. me redescobrir.... mais forte, mais tolerante, mais madura, mais jogo de cintura, mais sabendo que briga, que guerra lutar.... uma delicia.... hehehehe
AMIGO...... Obrigada por esta oportunidade !!!
Imagem postada pela Mariposa..

posted by PARRIOT PB |
12:05 PM
Reconstrua-se!
Quarta-feira, Dezembro 13, 2006
Ah! Meu bem amado
Quero fazer de um juramento, uma canção
Eu prometo por toda a minha vida
Ser somente tua e amar-te como nunca
Ninguém jamais amou, ninguém
Ah! Meu bem amado
Estrela pura parecia
Eu te amo e te proclamo
O meu amor, o meu amor...
Maior que tudo quanto existe
Ah! Meu amor...
Por Toda a Minha Vida
Tom e Vinícius
posted by PARRIOT PB |
12:03 PM
Reconstrua-se!
Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
Retrospectivas
A meu convite, a prima gaúcha Lylian Cândido escreveu estas duas composições infantis.
Prima, ficaram lindas, então publico ambas. Um beijo bem grande
O MEDO OU UMA COMPOSIÇÃO NÃO TÃO INFANTIL
o medo embota nosso pensamento e paralisa nossas ações. o medo nos impede de abrir a porta no escuro. nos impede de levantar na madrugada pra fechar a janela que bate com o vento. o medo nos faz transformar a sombra dos galhos secos da árvore, que se projetam na parede de madrugada, em monstros de garras afiadas. o medo nos faz pensar que se colocarmos o pé pra fora da cama uma mão poderosa vai nos puxar pra debaixo dela. o medo nos faz fechar todas as portas e janelas antes de dormir pois o inimigo pode entrar em nossa casa e nos assassinar. o medo nos faz fugir de ratos e aranhas. e baratas. e cobras. o medo nos impede de reclamarmos nossos direitos no bancos, nas lojas, nas ruas. nos impede de gritar. de falar. e de pensar. o medo nos impede de abraçar e beijar a pessoa que nos faz bem. nos impede de tranformar sentimentos em palavras e ações. nos impede de viver. nos impede de ter prazer. o medo nos torna seres medíocres, gado dócil, leões amestrados. o medo nos revela covardes, nos incrusta uma máscara na face e nos impede de tirá-la. o medo nos algema a nós mesmos, nos cobre com finas teias invísiveis. o medo nos tranforma em bonecos de circo, em pobres palhaços patéticos, representando o tempo todo. o medo nos tranforma em péssimos atores, representando a nós mesmos em uma peça teatral muito ruim. o medo nos anula, nos engana, nos esgana e nos impede de ser feliz.
QUANDO A GENTE QUEBRA A MÃO
quebrar a mão é uma coisa muito chata. primeiro a gente sobe num banquinho e ainda fica na ponta do pé pra alcançar a lata de biscoitos açucarados que a mãe da gente fez e guardou lá em cima no lugar mais alto pra criança nao alcançar. e aí a gente escorrega, cai e bate a perna, e a bunda, ea cabeça, e dói, e a gente tenta pegar o ar e se agarrar em tudo e não consegue se agarrar em nada. e cai em cima do braço e em cima da mão. e o barulhão? a lata de biscoitos vem abaixo e é biscoito pra todo lado, e açúcar no cabelo, e nas pernas e nos joelhos. e a gente grita, ai,ai,ai. e e tem alguém em casa todo mundo corre e a mãe diz, ai meu deus do céu que guria mais arteira, assim eu nao aguento. deixa eu ver se machucou, levanta! e se a gente está sozinha dá uma dor maior, muito maior, e muito medo. será que quebrou alguma coisa? e a gente tenta levantar e nao consegue, e fica tonta e tudo gira. A cabeça dói, e o braço dói e a mão fica torta e a gente não consegue mexer. Depois de ficar um tempinho deitada esperando não sei o que, a gente levanta e pega o telefone e liga pra alguém e pede socorro caí, acho que quebrei o braço. precisa de ajuda? quem está falando? sou eu. eu quem?aí a gente vê que ligou pro número errado e nem sabe com quem está falando. então a gente olha e procura o número certo e liga pra pessoa nos socorrer. não pra mãe porque a gente não quer que ela se preocupe nem que descubra que tentamos roubar os biscoitos açucarados que ela fez pras visitas. aí a amiga vem e nos leva pro hospital e a gente preenche ficha e entra numa sala e fica esperando o médico. A enfermeira vem e pergunta de que lado quer a injeção, no braço a gente responde e ela nao ouve e diz pra baixar a calcinha e finca a agulha e pergunta se doeu e o médico vem, e não olha pra nossa cara e pergunta se dói e onde dói e aperta e pergunta aqui? aqui? e aí dói mais,muito mais, e ele diz pra fazer um raio x e a gente senta perto daquela máquina,numa sala escura e a moça não pára de falar e vai atrás de uma cerquinha e aperta um botão e a gente ouve um barulho e de novo, e vira a mão, e de novo. e vai olhar se ficou bom, e volta, e de novo. e a mão incha mais e dói mais e a gente tem vontade de chorar,mas fica com vergonha,nao tem ninguém ali pra nos consolar e então a gente não choro.o médico olha o raio x e diz que tem fratura e o outro olha e diz que foi o rádio. quebrou o rádio, melhor ele diz, poderia ter sido a tv.nao acho graça porque meu rádio dói e minha perna dói muito,mas a gente não quer levantar a saia e mostrar a perna pro médico,então não diz que dói. ele pede uma tala pra enfermeira e a gente pensa se a tala é a mulher do tal.e enrola,e aperta e enrola e aperta. e diz que quando desinchar é pra engessar e dáremédio para o caso de doer de madrugada e nos manda pra casa.a gente vai e tem que contar pra mãe e ela xinga, e ajuda a tirar a roupa e colocar o pijama, e nos deita, dá beijo na testa e balança a cabeça e diz que poderia ter sido pior, e aí a gente deita e dá uma tristeza tão grande e uma vontade imensa,muito maior do que a gente de chorar. e agora a gente escreve só com uma mão e tudo é muito mais difícil.e assim é quebrar a mão.
Imagens
Foto tirada pela Ly. Ela não é quase perfeita? Escreve, fotografa coisas maravilhosas... só não é perfeita porque senão não teria graça.
LEIA!
Contos Natalinos - Ed. Atlas - Organizado por Leonardo de Moraes
O meu conto Chuva Fina está neste livro.
posted by PARRIOT PB |
12:56 PM
Reconstrua-se!
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Pensar no que passou não é tarefa fácil. Muito pelo contrário. E este foi ano em especial difícil pra mim. Foi um ano de mudanças, muitas mudanças.
Foi realmente o ano de um novo tempo. Sempre me disseram que precisamos tomar cuidado com o que desejamos e acabei descobrindo que realmente isso é verdade.
Mas foi um ano importante para que eu descobrisse minha própria capacidade para realizar o que quero realizar. E pasme! Eu consigo!
Parece que foi há muito tempo que vim para o Rio em janeiro para fazer um curso de férias com a Malu Valle na CAL. Tanta coisa aconteceu nesse período e, no entanto, foi há menos de um ano. Eu realmente encarnei a perspectiva da Metamorfose Ambulante e acho que tenho conseguido vencer muitas barreiras que sempre me impus.
Mergulhão, Ciclo de Leituras Teatrais, Oficina de Teatro aplicado ao Desenvolvimento de Carreira, mudança pro Rio, novos contatos, novos amigos...Aff! Crescer não só doi, cansa também. Mas é muito bom.
Mas o mais importante permanece: o amor. E eu continuo amando loucamente, sempre. E amar é bom demais.
Então, cá estamos nós. Cá estou eu. Seguindo em frente porque atrás vem gente.
Texto postado em 25/03/2006
Metamorfose Ambulante
Raul Seixas
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar a um objetivo num instante
Eu quero viver essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou lhes dizer aquilo tudo que eu lhes disse antes
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo(...)
Imagem do dia
Abrindo...

posted by PARRIOT PB |
12:06 PM
Reconstrua-se!
ABERTA A TEMPORADA DE RETROSPECTIVAS
posted by PARRIOT PB |
11:46 AM
Reconstrua-se!
Domingo, Dezembro 03, 2006
Episódio de hoje: O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA E EU CONTINUO NUMA BOA
Desculpem a piadinha idiota.
Outro dia estava me lembrando do primeiro relógio que ganhei do meu pai. Era um reloginho digital, com pulserinha de couro sintético e super legal. Sem querer, molhei o pobre relógio e por fim descobri estupefato que ele não era à prova d'água. Fiquei tão irritado com aquilo que disse ter odiado o presente, que nunca mais iria querer nenhum presente porque era presente ruim e bla bla bla.. Eu tinha nove anos e já era um tanto quanto genioso. Achei um absurdo gastar dinheiro com algo que não fosse durar no mínimo 20 anos. Eu já me imaginava velhinho mostrando aos netos o primeiro relógio que ganhei do meu pai.
Lembro-me que desde os seis eu já era acostumado a bater a porta do quarto quando ficava irritado e fui aperfeiçoando a técnica até que consegui num esforço supremo de "batedor de porta" bater tão forte, mas tão forte que parte da parede caiu no chão, aquele cantinho de cimento que fica ao redor da soleira da porta. Eu tinha sete anos.
Também nunca gostei de ser contrariado, mesmo quando era uniforme do colégio o uso de chuteira. Quer coisa mais ridícula do que chuteira para ir à escola? Esperneei tanto que consegui ser um dos poucos alunos a não usar chuteira. Sete anos.
Meu gênio (por vezes insuportável até pra mim mesmo) às vezes é tão difícil de controlar que vez ou outra aparece na forma de uma dor de cabeça infernal e o único remédio é tomar um Dorflex, escutar música e ficar calado no meu quarto. Tem gente que não entende o motivo. Mas pode acreditar, se eu estiver quieto, é melhor me deixar quieto.
O primeiro relógio nem existe mais. Acho que eu o desmontei, aproveitando a situação de que ele não funcionava mais e assim satisfazer minha curiosidade com relação ao funcionamento dos relógios. Mas alguns anos depois ganhei outro presente, aos 15 anos. Um relógio com preço razoável, mas à prova d'água. Nem barato, nem caro demais. Pra mim, este é o equilíbrio perfeito. O relógio dura até hoje, quase 12 anos depois. Quem o usa é meu pai, depois que eu o aposentei. E eu espero sinceramente que daqui há uns 30 anos eu possa mostrar pra todo mundo o segundo relógio que ganhei do meu pai.
LEIA
BARTLEBY de Herman Melville
Ed. Cosac & Naify
posted by PARRIOT PB |
4:23 PM
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